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"Vinde ou ide-vos foder"... foi uma expressão que ouvi na rua quando vinha para o trabalho e que me pôs a pensar.
Se por um lado é uma frase rude, de quem já está farto de esperar por alguém (suponho eu), por outro, o uso da segunda pessoa do plural confere-lhe uma certa "classe" e dignidade.
Este "episódio" fez-me lembrar algumas passagens desse derradeiro bastião da televisão de qualidade que é a "Liga dos Últimos", em que em certas reportagens, sobretudo no norte do país, se vê toda a gente a insultar o árbitro mas, atenção, recorrendo à segunda pessoa do plural, logo, elevando a injúria a outro nível...
Acompanhei por dever, mas também por gosto (chamem-me louco, se quiserem), o congresso do PSD em Guimarães.
É que se há coisa que este partido tem (tinha) de bom são (eram) os congressos. Desta vez, fiquei desiludido, foi muito frouxo, sem nenhum momento de especial excitação e o melhor que se conseguiu arranjar foi um discurso emocionado de Ângelo Correia, que nem sequer conta para o “totobola”.
Para piorar a situação o “menino guerreiro” – perdão, Pedro Santana Lopes - estava debilitado, constipado, coitado.
Na madrugada de sábado – por volta da 1 da manhã – quando fecharam os trabalhos do segundo dia, lembrei-me de vários congressos social-democratas... daqueles que dava gozo acompanhar até às quatro ou cinco da manhã (ok, chamem-me louco outra vez) porque tudo podia mudar a qualquer momento, um qualquer discurso virava a tendência de centenas de congressistas e prognósticos só apareciam mesmo "no fim do jogo".
Agora tudo é diferente e chato: a líder estava eleita, já se sabia a quase totalidade da sua equipa e a única dúvida era saber que peso teriam no Conselho Nacional os dois candidatos derrotados nas directas.
Pouco, muito pouco para um partido com a tradição “laranja”.
Por isso, lanço daqui um repto à Dra. Manuela Ferreira Leite: por favor, a bem de noites bem passadas a ver boa televisão, acabe com as directas no PSD. Por favor, voltemos aos congressos à moda antiga, com candidatos de última hora, negociações de lugares, discursos empolgantes, estratégias e acusações contrárias.
Queremos voltar a ter momentos como este em 1995, após a desistência de Cavaco Silva.
A propósito do “caso Rodriguez” repetiu-me um amigo meu: “os jogadores de futebol são como o papel higiénico, é usar e deitar fora”.
Eu sempre contrariei a teoria deste sportinguista, mas o certo é que – de tempos a tempos – lá ouvimos “estórias” que a confirmam. E eu tenho pena.
Sou ingénuo – admito – mas eu ainda gosto de acreditar em duas coisas: “amor à camisola” e, especialmente, a “força da palavra dada”.
O dinheiro é importante mas não é, não pode, ser tudo na vida...
Cristian Rodriguez foi dos melhores jogadores do Benfica na última época – é indiscutível. Agora, só espero e desejo que o uruguaio tenha a mesma sorte que os outros jogadores que passaram da Luz para o Dragão nas últimas épocas.
Esta miúda triumphou no mundo da moda e da representação e percebe-se porquê...
Esta beldade portuguesa tem ainda outra particularidade, para além da óbvia, que justifica a sua associação ao "Caneta Permanente" num dia 20. Neste caso não um qualquer, mas o próprio dia em que Cláudia Vieira é bebé.
“Comparo o nosso país com uma pessoa que está na borda do passeio à espera que alguém a ajude a atravessar para o outro lado. Sempre estivemos nessa situação, sempre estivemos dependentes de algo ou de alguma coisa. Desde o D. Sebastião que estamos dependentes. Estamos sempre à espera de quem venha salvar a Pátria, esquecendo que, se a Pátria pode ser salva, somos nós todos - e não um salvador predestinado com dotes extraordinários capazes de tirar-nos da mediocridade. O grande problema nacional é a mediocridade e a resignação à mediocridade”.
José Saramago, no programa "Diga Lá Excelência" da Renascença e "Público"
Para encerrar este ciclo, depois dos "desenhos animados" e das "séries de domingo", aqui ficam outros clássicos que me viram crescer e ficaram na minha memória.
- Star Trek (em nome das várias opções de ficção científica)
- Hill Street Blues (em nome das várias séries policiais)
- Mission Impossible (a dos anos 80/90, mas podia ser a original)
- Sherlock Holmes (como podia ser o grande Poirot)
Começo a sentir uma espécie de asco por determinado tipo de jornaleiros.
Há mais tempo que o Scolari já se sabia, por exemplo, que o selecionador da Holanda, Marco Van Basten, iria deixar a selecção no final do Europeu para treinar o Ajax. Até já se sabe o nome do sucessor (algo que ainda não acontece com Portugal).
Agora eu pergunto : isso está a afectar o desempenho da selecção holandesa ?
Há datas que não podemos deixar passar. O Poeta faria hoje 120 anos.
O homem era um Génio (daqueles atormentados e tudo, bem à portuguesa)… e isso deve ser (re)lembrado.
Entre todas as suas Pessoas, Pessoa escreveu coisas como estas (entre muitas outras):
“A minha Pátria é a língua portuguesa”
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
“Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio”
“Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”
“O homem é do tamanho do seu sonho”
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”