Portugal fala em mais de 700 quilos de explosivos, Espanha em 1500... tudo numa vivenda perto de Óbidos.
Se isto não é uma base da ETA em Portugal não sei o que será.
Ainda bem que o SIS, o OSCOT e o Governo sempre nos tranquilizaram garantindo que esta base não existia - a última vez foi em... Janeiro de 2010.
7.2.10
6.2.10
À beira do abismo...
Depois da confusão das últimas semanas - com a pseudo-crise política a subir de tom, cavalgando uma crise económica grave em que até a Europa está de olho em nós - a divulgação pelo "Sol" de parte das escutas do "caso Face Oculta" pode ter sido a machadada final.
A confirmar-se o que lá está (independentemente de uma eventual quebra do segredo de justiça) a situação é tão grave que dificilmente José Sócrates poderá continuar como Primeiro-ministro.
É que este é apenas mais um dos "casos"... e já são casos a mais, como se sabe.
Por outro lado, esta "coisa" do actual Governo estar a ver se cai, para tentar voltar à maioria absoluta, não está a ajudar em nada.
ADENDA: Curiosamente, ninguém ainda desmentiu o conteúdo das escutas, apenas que não têm relavância jurídica. Onde é que já ouvimos isto?
A confirmar-se o que lá está (independentemente de uma eventual quebra do segredo de justiça) a situação é tão grave que dificilmente José Sócrates poderá continuar como Primeiro-ministro.
É que este é apenas mais um dos "casos"... e já são casos a mais, como se sabe.
Por outro lado, esta "coisa" do actual Governo estar a ver se cai, para tentar voltar à maioria absoluta, não está a ajudar em nada.
ADENDA: Curiosamente, ninguém ainda desmentiu o conteúdo das escutas, apenas que não têm relavância jurídica. Onde é que já ouvimos isto?
1.2.10
Aqui só se censura a censura...
Por isso, aqui vai o texto não publicado do Mário Crespo: "O fim da linha"
"Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.
Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
Pensava que ainda se estava em Democracia e que ainda havia liberdade de imprensa e de opinião em Portugal.
Se calhar é mais uma das "pequenas questões da política".
"Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.
Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
Pensava que ainda se estava em Democracia e que ainda havia liberdade de imprensa e de opinião em Portugal.
Se calhar é mais uma das "pequenas questões da política".
30.1.10
"MoJo"
Para se ser um bom jornalista nos dias que correm não basta saber escrever bem, encontrar o ângulo certo de abordagem da notícia, ter boas ideias, estar informado, ter ética, etc... é preciso também ser "Mojo".
O Mojo (Mobile Journalism), além de ser uma designação estilosa, é todo um novo mundo de oportunidades, mas implica o domínio de um sem-número de áreas e uma lista infindável de material para carregar às costas.
Lista de material de um "Mojo"
- Caneta
- Caderno
- Telemóvel com câmara
- Câmara de filmar
- Holofote
- Máquina fotográfica
- Cartões de memória
- Gravador
- Microfones
- Baterias
- Cabos (bué)
- Computador portátil ou netbook com webcam
- Pen
- Placa internet
- Dominar vários programas informáticos
- Estojo de primeiros socorros
- E ter uma mochila para carregar isto tudo.
Tudo sobre o jornalismo Mojo aqui.
O Mojo (Mobile Journalism), além de ser uma designação estilosa, é todo um novo mundo de oportunidades, mas implica o domínio de um sem-número de áreas e uma lista infindável de material para carregar às costas.
Lista de material de um "Mojo"
- Caneta
- Caderno
- Telemóvel com câmara
- Câmara de filmar
- Holofote
- Máquina fotográfica
- Cartões de memória
- Gravador
- Microfones
- Baterias
- Cabos (bué)
- Computador portátil ou netbook com webcam
- Pen
- Placa internet
- Dominar vários programas informáticos
- Estojo de primeiros socorros
- E ter uma mochila para carregar isto tudo.
Tudo sobre o jornalismo Mojo aqui.
i-marketing
A Apple apresentou esta semana o iPadd e o mundo ficou louco. Steve Jobbs parecia Moisés, com a nova "tablet" dos mandamentos nas mãos.
A CNN e a SkyNews estiveram em directo e as horas que antecederam o evento foram pautadas por intervenções de especialistas na matéria.
Na verdade ninguém sabia do que estava a falar, porque ninguém tinha experimentado o iPadd - mas o que é que isso interessa. O circo estava montado e a Apple agradece.
Agora que a poeira assentou, o entusiasmo à volta da nova criação de Steve Jobbs parece diminuir, no entanto, o sucesso já está garantido.
Como sou um Velho do Restelo e a Apple não me paga nenhuma avença, aqui ficam oito razões para não comprar o iPadd.
A CNN e a SkyNews estiveram em directo e as horas que antecederam o evento foram pautadas por intervenções de especialistas na matéria.
Na verdade ninguém sabia do que estava a falar, porque ninguém tinha experimentado o iPadd - mas o que é que isso interessa. O circo estava montado e a Apple agradece.
Agora que a poeira assentou, o entusiasmo à volta da nova criação de Steve Jobbs parece diminuir, no entanto, o sucesso já está garantido.
Como sou um Velho do Restelo e a Apple não me paga nenhuma avença, aqui ficam oito razões para não comprar o iPadd.
28.1.10
Haja respeito
Os enfermeiros estão em greve.
Não tenho nada contra esta forma de luta e, neste caso, até percebo alguns dos argumentos da classe (recebem menos do que deviam receber, trabalham mais do que deviam, falta pessoal).
O que, sinceramente, me custou e muito foi ver o ar vitorioso com que uma enfermeira/sindicalista dava conta dos números de adesão à greve, em especial, o ar feliz com que dizia "foram adiadas centenas de cirurgias".
Na minha perspectiva, as greves/os protestos têm que ser sempre contra quem tem "culpa" ou para quem pode resolver as "queixas". Eu sei que a iniciativa tem mais força quanto mais pessoas afectar, mas... há coisas com que não se brinca.
Muito menos quando se está a falar de operações, operações que seguramente foram marcadas há muito tempo, são absolutamente necessárias para o bem-estar do doente e custam muito dinheiro e transtorno ao doente e aos familiares.
Repito: haja respeito de todas as partes (enfermeiros e Ministério) pela parte fraca (o doente).
Não tenho nada contra esta forma de luta e, neste caso, até percebo alguns dos argumentos da classe (recebem menos do que deviam receber, trabalham mais do que deviam, falta pessoal).
O que, sinceramente, me custou e muito foi ver o ar vitorioso com que uma enfermeira/sindicalista dava conta dos números de adesão à greve, em especial, o ar feliz com que dizia "foram adiadas centenas de cirurgias".
Na minha perspectiva, as greves/os protestos têm que ser sempre contra quem tem "culpa" ou para quem pode resolver as "queixas". Eu sei que a iniciativa tem mais força quanto mais pessoas afectar, mas... há coisas com que não se brinca.
Muito menos quando se está a falar de operações, operações que seguramente foram marcadas há muito tempo, são absolutamente necessárias para o bem-estar do doente e custam muito dinheiro e transtorno ao doente e aos familiares.
Repito: haja respeito de todas as partes (enfermeiros e Ministério) pela parte fraca (o doente).
26.1.10
Céu e Inferno
Enquanto milhares de pessoas lutam pela sobrevivência em Port-au-Prince, noutro ponto do Haiti, no resort de Labadee, turistas estrangeiros continuam a chegar em cruzeiros como se nada tivesse acontecido.
Labadee, no norte da ilha, está alugada à empresa norte-americana Royal Caribbean e é protegida por um exército de homens armados.
O Haiti bem precisa do dinheiro destes turistas, mas não deixa de ser paradoxal que a distância entre o céu e o inferno seja de apenas alguns quilómetros. De um lado da vedação há pessoas a morrer, do outro há cocktails, caviar e jetski.
Labadee, no norte da ilha, está alugada à empresa norte-americana Royal Caribbean e é protegida por um exército de homens armados.
O Haiti bem precisa do dinheiro destes turistas, mas não deixa de ser paradoxal que a distância entre o céu e o inferno seja de apenas alguns quilómetros. De um lado da vedação há pessoas a morrer, do outro há cocktails, caviar e jetski.
20.1.10
Megan Fox
Admito que temos andado distraidos.
Só esta distração - seguramente motivada pelo muito trabalho que nos atormenta - pode justificar que tenhamos precisado de quase três anos de "Caneta Permanente" para nos lembrarmos desta jovem.

Pelo menos desde 2007 que a "nossa" Megan está no top de todas as listas da especialidade e, claro, faltava a "nossa".
Hoje é um dia duplamente especial: primeiro porque é dia 20 e, como sabem, todos os dias 20 lembramos divas que nos alegram a vida e a vista. Neste caso específico, este é também o dia em que eLa faz anos, a nossa Musa.
Muitos Parabéns :-)
Só esta distração - seguramente motivada pelo muito trabalho que nos atormenta - pode justificar que tenhamos precisado de quase três anos de "Caneta Permanente" para nos lembrarmos desta jovem.

Pelo menos desde 2007 que a "nossa" Megan está no top de todas as listas da especialidade e, claro, faltava a "nossa".
Hoje é um dia duplamente especial: primeiro porque é dia 20 e, como sabem, todos os dias 20 lembramos divas que nos alegram a vida e a vista. Neste caso específico, este é também o dia em que eLa faz anos, a nossa Musa.
Muitos Parabéns :-)
18.1.10
Juro...
Santana Lopes vai mesmo ser condecorado esta terça-feira com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo pelos "destacados serviços prestados ao País".
Santana Lopes vai ser condecorado pelo Presidente da República Cavaco Silva.
Santana Lopes foi Primeiro-ministro "prai" cinco meses e presidente da Câmara de Lisboa e presidente do Sporting e secretário de Estado da Cultura e deputado e comentador político e...
Juro que isto não é piada de 1º de Abril.
Não sei se ria, não sei se chore...
Santana Lopes vai ser condecorado pelo Presidente da República Cavaco Silva.
Santana Lopes foi Primeiro-ministro "prai" cinco meses e presidente da Câmara de Lisboa e presidente do Sporting e secretário de Estado da Cultura e deputado e comentador político e...
Juro que isto não é piada de 1º de Abril.
Não sei se ria, não sei se chore...
15.1.10
Haiti
A tragédia no Haiti deixa-nos sem palavras e prova como somos impotentes e muito pequenos perante a força tremenda da natureza.
Vários milhares de pessoas morreram, muitos mais estão ainda desaparecidos e (três) milhões foram afectados.
Um sismo de 7.0 deixou um dos países mais pobres do mundo completamente destruído e sem capacidade de resposta perante tal destruição.
Felizmente o mundo começa a responder (até Estados Unidos e Cuba se conseguiram entender) e toda a ajuda é pouca nesta altura, as imagens e os relatos que nos chegam são impressionantes.
A dúvida que tenho é se não se podia ter mais cuidado com algumas imagens. A situação já é a que é - dramática - não se ganha nada a explorar a tragédia quase de forma pornográfica. Aqueles grandes planos da mãe que perdeu cinco filhos...
Já agora, para ajudar, ver aqui.
Vários milhares de pessoas morreram, muitos mais estão ainda desaparecidos e (três) milhões foram afectados.
Um sismo de 7.0 deixou um dos países mais pobres do mundo completamente destruído e sem capacidade de resposta perante tal destruição.
Felizmente o mundo começa a responder (até Estados Unidos e Cuba se conseguiram entender) e toda a ajuda é pouca nesta altura, as imagens e os relatos que nos chegam são impressionantes.
A dúvida que tenho é se não se podia ter mais cuidado com algumas imagens. A situação já é a que é - dramática - não se ganha nada a explorar a tragédia quase de forma pornográfica. Aqueles grandes planos da mãe que perdeu cinco filhos...
Já agora, para ajudar, ver aqui.
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